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Resiliência não se ensina, se vive.

O Difícil é continuar. Resiliência não se ensina, se vive.

Faz um certo tempo que comecei a escrever esse artigo, iniciei e parei por diversas vezes. O motivo é que eu estava tentando no texto ser o mais claro e detalhista possível a respeito de uma experiência que tive recentemente e que talvez pudesse te agregar, fazendo com bullets points quase que um roteiro para se seguir diante de uma situação onde você precisasse ser resiliente.

Daí me veio o pensamento: “Resiliência não pode ser ensinado, precisa ser vivido.”

Uns artigos atrás eu contei um pouco sobre a minha trajetória, sair de uma favela no Rio de Janeiro onde a criminalidade imperava, buscar um caminho diferente, pobre, sem parentes famosos, sem grana no banco, sem conhecer ninguém e hoje morar em Alphaville, ser diretor em uma holding me EXIGIU marcas.

“A vida não faz massagem” e cada pancada de marca e muitas dessas marcas ficam na alma, não são visíveis.

É muito fácil começar alguma coisa quando se está empolgado. Vai manter… são outros 500!

Pior ainda é quando aquilo que nos propomos a iniciar quando olhamos para o lado parece que o mundo inteiro já está fazendo, e detalhe, melhor que nós.

Quando olho para essa nova geração, que se acha muito inteligente, forte e rápida, me dá um desespero. Vejo jovens que são muito bons em falar e péssimos em ouvir. São muito bons em construir corpos e péssimos em construir valores sólidos.

Começar é fácil, o difícil é continuar.

Enquanto a maioria está preocupada em ser o melhor de todos logo de começo, quem de fato ganha alguma luz é quem sobrevive tempo o suficiente para ser notado.

Além disso, ser o melhor muitas vezes é um processo que envolve maturidade. Qualquer podcast é melhor no centésimo episódio do que foi na edição número 3.

E mesmo que o autor ache que o episódio 100 tenha sido mediano, pode apostar que essa média ainda é mais alta que os melhores episódios do começo.

Uma vez ouvi do mestre Marcelo Sales meu mentor na 21212 que:

Cair, errar, falhar, chorar, machucar era REGRA! faz parte do processo do sucesso tudo isso, porque dão base para manter-se mais tempo no GAME!

“Posso fazer isso o dia todo!”

Existe um conceito que se chama “Infinity Game”, “jogo Infinito” onde a ideia é essa mesmo, continuar no jogo. Enquanto nos jogos tradicionais existe um objetivo muito claro “vencer o adversário”, jogar 2 tempos (no caso do futebol) e levar pra casa 3 pontos, no Jogo infinito o objetivo é simplesmente se manter no jogo.

Na nossa vida esse deve ser o nosso Game, manter-se no jogo.

Muito se fala sobre disciplina, pouco se pratica.

A disciplina vai ser a sua arma quando você precisar se reconstruir, uma pessoa disciplinada é uma pessoa que suporta processos, sobretudo os que não são prazerosos. Quando se tem essa arma, reconstruir-se fica mais fácil, não menos doloroso, mas mais fácil.

A ideia de disciplina é uma incógnita na cabeça da maioria das pessoas.

Mesmo que muita gente reconheça ser uma característica importante para o desenvolvimento da vida, boa parte das pessoas acredita que disciplina é uma capacidade natural, um traço comportamental que algumas pessoas já nascem premiadas.

Mas eu acredito que disciplina é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Em maior ou menor grau, todos podem trabalhar para se tornar um pouco mais disciplinados.

Mas antes de falar sobre esse desenvolvimento, precisamos cobrir alguns pontos.

Resistir aos impulsos não é fácil.

É importante e pode trazer inúmeros benefícios, mas não é fácil.

Por isso, se você não tiver MUITO CLARO qual o seu propósito, tudo vai ficar muito mais difícil. Quando você for jogado no chão e você SERÁ JOGADO no chão, seu propósito vai ser a força que vai te fazer levantar pra mais um round.

Mas, é como eu disse, resiliência não se ensina, se vive.

Boa luta!

#Resiliencia

claudio
claudio
https://claudiogabilan.com.br

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